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Amor à vida – revolucionários “ad hoc”.

abril 10, 2014

Enquanto os intolerantes radicais, donos da verdade insustentável, se mordem em sua incapacidade de apresentar algo novo e continuam patinando nas suas promessas fantásticas e em falaciosas acusações contra os que divergem de seu radicalismo retrógrado, os que acompanham a evolução se esbaldam em mostrar cada vez mais a realidade, cada vez com menos pudor, cada vez com mais ousadia.

A verdade é o que se tem de fato. Os radicais nunca conseguiram e é claro, não conseguirão jamais, ocultá-la em nome de suas convicções puritanas, machistas, escravistas, que a cada dia se tornam mais e mais rejeitadas pela grande massa, mormente pelos que pensam, mas até mesmo pelos que vão na onda.

E o mundo se arrasta numa evolução trôpega, recalcitrante em regredir um passo a cada outro dado adiante. Mas, há os descompromissados com isso e com tudo, que acabam por fazer diferença, embora nem sempre imbuídos da mais nobre das intenções, mas, na ausência, ou na procrastinação dos legítimos revolucionários, agem e fazem “ad hoc” uma revolução “pelos cocos”, “por tabela”. E assim as coisas mudam. Os hábitos mudam e as pessoas também.

Muitas pessoas esperaram o fim da novela, ávidas para ver um beijo entre dois homens. Mas o que queriam todos? Que os dois atores, que não são necessariamente homossexuais (isso se nos permitirmos acreditar que exista nos seres humanos uma sexualidade completamente definida em direção ao igual ou ao distinto), se responsabilizassem por, sem dizer uma só palavra, levantar a voz em defesa da livre manifestação de carinho ou de desejo sexual de um ser humano por outro, independente da anatomia de seus corpos físicos.

 

E eles, em uma cena suave de poucos segundos, empurrados por uma imensa torcida, muda e incapaz de beijar a liberdade, berraram ao vento, na cara da estupefata e preconceituosa sociedade brasileira: Pronto! Tá aí o que vocês queriam. A realidade bate à porta. Agora podem relaxar. Já fizemos a sua parte. Podem se amar em paz. Mas se cuidem, pois a contra-revolução vem aí.

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