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Caiu um viaduto, não o mundo.

julho 5, 2014

Despencou o viaduto, antes mesmo de ficar pronto. O prefeito disse que isso é normal. Talvez seja. Afinal, acidentes acontecem sim, todos os dias em todos os lugares.

Pessoas morrem como morreu a jovem motorista, que alguns insistem em querer transformar em heroína, nesses primeiros momentos de dor e de perda. Também a prefeitura de Belo Horizonte exagerou na dose, tentando aplacar a má repercussão do caso, decretando luto e cancelando todos os eventos festivos previstos, relacionados com a Copa do Mundo de Futebol. Normal.

Não é normal, nem aceitável, que pessoas sem escrúpulo se aproveitem de um acidente, tenha ele as causas que tiver, para promover suas posições e atacar seus opositores, num total desrespeito à opinião pública e ainda mais, às vítimas e seus familiares.

Não é normal, nem aceitável, que em menos de 24 horas, tantos “peritos” tenham se manifestado. Até se divulgou que a FIFA está preocupada, dando início a especulações sem fim. Isso é que não é normal. Políticos e seus seguidores se manifestando, acusando o PT, a Dilma e o Lula de serem os responsáveis pelo acidente.

Até em CPI municipal se falou, como se uma cambada de vereadores, boa parte deles desqualificados até para ler ou escrever um texto simples, fosse capaz de investigar alguma coisa. Nem o que lhes cabe fazer eles fazem a contento. É claro que não passou de mais uma bravata oportunista, pois eles já até entraram em recesso.

Nas redes sociais, apaixonados inconsequentes já derramaram acusações mil, sem a menor preocupação com os fatos em si. E os fatos são claros. É óbvio que houve um erro lá e que isso causou o acidente e as mortes.

Não será criando um tribunal popular virtual para cada situação, nem propondo manifestações para cada erro que resolveremos as coisas. É muito fácil incendiar as redes sociais, propor manifestações e ficar escondido atrás dos teclados.

O processo de democratização que temos experimentado é maravilhoso. De tal forma, que as pessoas podem se perder e estão se perdendo diante de tantas possibilidades de manifestação à disposição. Mas precisamos nos lembrar do velho dito popular: Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza. Há muito o que se mudar em nossa sociedade adolescente, quase infantil em seus atos.

Liberdade implica em responsabilidade. Isso não podemos esquecer, antes de sairmos atirando pedras em qualquer direção, como se fôssemos incapazes de errar. Amanhã essas mesmas pedras podem vir em nossa direção.

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